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Aguinaldo Cabral
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Textos

Discurso para Renovação de Votos – 25 Anos de Casamento

 

Amor da minha vida, minha companheira, minha melhor amiga.

 

Hoje, diante de Deus, das nossas filhas — se quiserem saber qualquer coisa sobre nós, perguntem para elas —, diante desta nova família igreja Reviva e do mesmo Espírito que nos uniu há vinte e cinco anos, sinto o coração transbordar de gratidão. Porque hoje não é apenas uma celebração de tempo, mas de amor. De lutas. De dores. De caminhada. De escolhas. De renúncias. De milagres silenciosos que se transformaram em uma vida inteira ao seu lado.

 

Mas nossa história teve um início. Um dia, por indicação de alguém, você foi trabalhar como educadora religiosa na igreja onde eu me congregava. Coincidentemente, isso aconteceu na posse do novo pastor.

 

Era uma noite fria — a mais fria que já presenciei na minha cidade. Ao final do culto, um lanche foi servido na cantina da igreja. Eu, mais animado que o usual, brincava com todos, exceto com você — afinal, ainda não nos conhecíamos. Mais tarde, você confessou que me achou um pouco "amostradinho". Devo admitir: eu estava, sim, tentando chamar sua atenção, estava me exibindo para você.

 

Naquele primeiro olhar, você viu um palhaço em mim (literalmente!). Logo começamos a trabalhar juntos no ministério. No nosso primeiro trabalho evangelístico em uma escola, você quis me maquiar. Não conseguiu — acho que já estava encantada pelos meus olhos —, então pediu para que a esposa do pastor continuasse.

 

Certa vez, você me chamou para ir ao centro da cidade resolver algo relacionado à Junta de Missões. Vi nisso a oportunidade perfeita para revelar o que já dominava meu coração: AMOR. Depois, te convidei para tomar um suco — um suco que, aliás, você acabou pagando (me perdoe pela cara de pau). Naquele momento, abri meu coração e declarei meus sentimentos. A princípio, você não me correspondeu.

 

Terminamos nosso suco e caminhei com você até o ponto de ônibus. Continuamos conversando, como se nada tivesse acontecido. Quando o ônibus se aproximou, ficamos frente a frente. Aproximei-me e te dei um beijo na testa. Seu olhar foi de decepção… acho que você esperava algo mais. Mas a partir dali, algo mudou entre nós. Não era só eu — você também estava começando a sentir —, estávamos nos tornando nós.

 

Uma ocasião, resolvemos fazer um dueto no culto de domingo de manhã. Precisávamos ensaiar — bendito ensaio! Mostrei a você alguns textos que eu escrevi. Escolhemos uma canção autoral, ensaiamos, reensaiamos, rimos, conversamos, desconversamos… e nos beijamos. No domingo, cantamos juntos. A esposa do pastor nos disse: "As vozes de vocês se casaram!". E completou: "Mas só as vozes, viu, irmão Aguinaldo?". Mal sabia ela que os nossos corações já estavam casados.

 

Quanto tempo havia se passado desde que nos conhecemos? Dois meses? Três? Não sei ao certo. Só sei que eu ainda não tinha te pedido em namoro.

 

Então, num belo dia de sol, fomos passear — e como gostávamos de passear juntos! Caminhamos pela orla da praia até o bairro Canto do Forte. Lá, não pedi você em namoro. Te pedi em casamento. Sua reação foi um misto de surpresa e inacredulidade: "Você está doido? Já parou pra pensar? Você ouviu o que acabou de dizer?". Será que foi por causa daquela sua ideia de que surfista só tem água salgada na cabeça? Sim, parecia loucura. E dez meses e doze dias depois, lá estávamos nós… casando. E teria sido com menos tempo, se fosse por nós.

 

Hoje, vinte e cinco anos depois, aqui estou, pronto para cometer a mesma "loucura" maravilhosa, olhando nos seus olhos e te perguntando:

 

Quer se casar comigo por mais vinte e cinco anos?

 

Quer continuar sendo minha companheira, minha oração, minha alegria, minha vida, minha... mulher?

 

Quer envelhecer comigo, rir comigo, orar comigo, amar comigo — até que a eternidade nos chame?

 

Aguinaldo Cabral
Enviado por Aguinaldo Cabral em 27/08/2025
Alterado em 27/08/2025
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